A Morgana nasceu do gosto pelas motas, pelas pessoas e pelas histórias que a estrada proporciona.
Sou psicóloga e hipnoterapeuta. Gosto de pessoas, de conversas demoradas e, sobretudo, de ouvir histórias: perceber os caminhos que cada pessoa percorreu, as escolhas que fez e aquilo que a move.
Durante muitos anos vivi o mundo das motas como pendura. Viajava com o Zé, o VMAX Rider, e também participava nos vídeos do seu canal. Gostava da estrada, das viagens e de tudo o que se vivia à volta das motas, mas ainda não conduzia a minha.
Isso mudou aos 43 anos.
Em 2017, aos 43 anos, passei da perspetiva da pendura para o meu próprio lugar ao guiador. Vieram as aulas, a carta, os primeiros quilómetros e uma forma inteiramente nova de viver a estrada.
O ano em que passei da pendura para o guiador.
A Honda VT750S, primeira mota e as primeira vitórias.
HD Forty-eight, atual companheira de estrada.
As Conversas com a Morgana começaram em 2020, durante a pandemia, quando havia tempo — e necessidade — para conversar e manter alguma proximidade.
Começaram por acontecer duas vezes por semana e passaram depois a um encontro semanal, temporada após temporada, durante cinco anos.
Sempre em direto e sem um guião rígido, nasceram para dar mais espaço às mulheres sobre duas rodas e foram-se abrindo à restante comunidade por forma a alargar a conversa.
Interessa-me a pessoa antes da máquina: o que a levou a começar, os receios e desafios que enfrentou, aquilo que aprendeu e as histórias que trouxe da estrada.
Este é um projeto resultante de curiosidade, partilha e comunidade. Porque cada pessoa percorre um caminho diferente — e todas têm uma história que merece ser ouvida.